Paranavaí

21/08/2020

Controle de invasoras no plantio de mandioca é tema de webnário

A mandioca é cultivada em praticamente todo o estado. O plantio para abastecer as indústrias de fécula ou o consumo nas pequenas propriedades, fez do Paraná o segundo maior produtor de mandioca do país, ficando atrás apenas do Pará. De acordo com o último levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento, na safra 2019/2020 serão plantados 135 mil ha e a produção deve ficar em 3,3 milhões de toneladas, 2% a menos que a safra anterior. O plantio deve se concentrar em setembro e outubro, devido à falta de chuvas. Nos últimos anos o controle de plantas daninhas na lavoura tem aumentado as despesas dos produtores. Mas é possível diminuir esses gastos com um manejo adequado da área de plantio. Este será o assunto de um webnário na próxima quarta-feira, dia 26, no canal do Youtube da Fundag, fundação ligada ao Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Especialistas de São Paulo e do Paraná vão falar sobre as alternativas de controle de plantas daninhas nas lavouras de mandioca.

Da implantação dos cultivos até o fechamento da lavoura, ponto em que as plantas da mandioca cobrem o terreno, as plantas daninhas são uma preocupação para os produtores. De acordo com Mário Takahashi, do escritório do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná - Iapar-Emater (IDR-Paraná) em Paranavaí, apesar de a mandioca ser uma planta resistente, na fase inicial do seu desenvolvimento a cultura enfrenta a concorrência das plantas daninhas na busca pelos nutrientes do solo. "É um problema recorrente nos plantios e exige gastos e muito trabalho do produtor", afirma Takahashi.  Ele informou que muitas vezes o controle das plantas daninhas é feito com a capina manual, nas pequenas áreas, ou com a capina mecânica e herbicidas nas áreas maiores. "A maior dificuldade é fazer o controle das plantas de famílias próximas à da mandioca, de folhas largas. O herbicida usado no controle dessas plantas pode trazer problemas para a cultura principal. Hoje existe uma série de herbicidas pós-emergentes, que são aplicados com a cultura em desenvolvimento e que fazem o controle das plantas invasoras de folhas estreitas, mas para as ervas de folha larga não tem nenhum produto pós emergente", explicou. 

Durante o webnário da próxima quarta-feira Takahashi será o moderador do debate do qual vão participar Neumárcio da Costa (Unioste), Valdemir Peressin (IAC) e José Eduardo de Carvalho (Embrapa-Mandioca e Fruticultura). Ele adiantou que hoje já existem algumas orientações para se fazer o controle das plantas daninhas com mais eficiência. Uma delas é conhecer previamente a área onde a cultura será implantada para saber que planta daninha ocorre naturalmente no local. O controle integrado usando a capina, herbicidas e a rotação de cultura é outra prática que vem apresentando êxito. "O plantio direto ultimamente vem sendo usado no cultivo de mandioca e a palhada reduz a presença de plantas daninhas, diminuindo os gastos com o controle químico", observou.  O webnário "Manejo e Controle de Plantas Daninhas em Mandioca" será transmito  no dia 26, próxima quarta-feira, a partir das 14h, no canal do Youtube da Fundag. 

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