Paranavaí

04/05/2020

Produção de carne e madeira gera renda na região de Paranavaí

A bovinocultura de corte ocupa grande parte da área rural da região de Paranavaí, Noroeste do estado. Para aumentar o rendimento das propriedades e gerar mais renda para os pecuaristas, o IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater) desenvolve o projeto Integração Lavoura Pecuária Florestas (ILPF). Com a orientação dos extensionistas, os criadores conseguem diminuir o tempo de abate dos animais e produzir madeira de qualidade na mesma área.

Os profissionais do IDR-Paraná acompanham os produtores  e instalam Unidades de Referência (UR) que validam a tecnologia e servem de modelo para outros produtores. A fazenda Santo Antonio, em Nova Londrina, é um exemplo desse trabalho. A propriedade pertence a Antonio dos Santos Pires e seu filho, Silvio Pires, que recebem orientação do Instituto desde 1998. Em 2015 a fazenda se tornou uma UR do projeto ILPF. 

Mais lucro
No ano passado os proprietários iniciaram a escala de entrega de animais de qualidade para a Cooperaliança, cooperativa que comercializa carne no estado. Já foram realizadas cinco escalas de abate, sendo as quatro primeiras com fêmeas de 14 a 18 meses de idade, com rendimento médio de carcaça de 53% e com 6 mm de cobertura de gordura. Esses índices denotam que a carcaça é de qualidade. Os pecuaristas conseguiram um preço médio de R$ 190 a arroba, contra os R$ 175 que os frigoríficos locais pagariam para carcaças com rendimento de 50%. A quinta escala deste ano foi realizada no dia 24 de abril, com 18 machos de 16 meses de idade, com peso vivo médio de 614 kg. O rendimento médio de carcaça ficou em 57,23%, com 5mm de cobertura de gordura.

Segundo o produtor, esse rendimento só foi possível graças a uma somatória de questões implantadas na propriedade. "Passa pela assistência técnica realizada pelos técnicos do IDR-Paraná, investimentos em nutrição, genética, nutrição, planejamento forrageiro, sistema silvipastoril e bem estar animal entre outras ações”, ressaltou Silvio Pires.
De acordo com José Antonio Azevedo Osório, veterinário do IDR-Paraná, a  produção de carne de qualidade em um sistema de integração e o sistema de comercialização via cooperativa viabilizam os pecuaristas da região. Atualmente o projeto ILPF atende 63 produtores e já foram instaladas cinco URs na região de Paranavaí. Além disso, outros 500 produtores tomaram conhecimento dos resultados e práticas preconizadas pelo projeto por meio de visitas a URs, dias de campo, encontros e reuniões técnicas. Diversas são as vantagens do sistema. O extensionista lembra que a taxa de lotação média da região Noroeste é de 1,4 Unidade Animal (UA) por hectare. "Nas URs temos taxas variando de 2 a 3 UA/ha. No caso da propriedade de Nova Londrina, a taxa é de 2,2 UA/ha", explicou Osório. Ele lembra que o aumento da lotação significa um melhor aproveitamento da área das propriedades. 

Conforto animal
As árvores plantadas nos pastos dão conforto térmico ao rebanho, protegendo os animais do sol forte e ventos. Os pecuaristas também estão vendendo parte da madeira para a produção de lenha e alguns já conseguiram preço melhor com a venda de toras.  Como os produtores ligados ao projeto são associados a  cooperativas de carne do estado, eles recebem melhor remuneração para entregar carne alta qualidade ao mercado. 

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