Irati

13/03/2020

Extensionistas da região de Irati constroem diagnóstico para subsidiar trabalho na área social

A região de Irati é a segunda do estado com maior porcentagem de pessoas vivendo na área rural. Dados da antiga Secretaria da Família e Desenvolvimento Social, de 2017, indicam que 38,92% dos habitantes dos nove municípios da região vivem nas comunidades rurais. Essa população enfrenta diversos problemas: falta de atividades que melhorem a renda das famílias, dificuldade de acesso à educação, serviços precários de saneamento, educação e transporte, além de dificuldades de acesso a água tratada nas residências. Essas são algumas informações que constam de um diagnóstico elaborado por extensionistas e que vai subsidiar os trabalhos da área social do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná - Iapar-Emater na região de Irati. 

O diagnóstico foi elaborado a partir da percepção dos extensionistas da região, combinada à aproximação com a realidade objetiva e à análise crítica feita pelos profissionais. O relatório final do diagnóstico subsidiou a construção de um plano de trabalho do Instituto que prevê, entre outras coisas, o acompanhamento e assessoramento de organizações de produtores, ações voltadas à segurança alimentar e nutricional, bem como orientações sobre o serviço de seguridade social para quem vive no campo.

O relatório feito pelos extensionistas aponta que a área rural é um espaço de produção, consumo, lazer, vida, socialização e educação. O trabalho procurou demarcar uma visão diferenciada sobre os fenômenos sociais do campo e como a Extensão Rural pode transformar essa realidade. Para os extensionistas, os profissionais precisam atuar além das atividades técnicas e precisam se pautar na realidade dessa população, aproximando-se de políticas públicas e sociais para atender a esse público.

Segundo o relatório, muitas vezes o extensionista se depara até mesmo com a violação de direitos básicos e nem sempre está preparado para lidar com certas situações. Não raro eles se deparam, cotidianamente, com famílias que não têm acesso aos serviços básicos de saúde, aos direitos previdenciários ou sequer possuem documentos. Para enfrentar essas situações, o profissional de Extensão Rural deve se articular com outras instituições para executar políticas sociais que minimizem esses problemas ou ainda demandar os serviços competentes para o atendimento desse público. O diagnóstico vai servir de base para estabelecer ações prioritárias do Instituto na área social e foi elaborado por Caroline Becher (Assistente Social), José Carlos do Amaral Junior (Economista Doméstico), Lúcia Wisniewski (Pedagoga), Paula Basílio Alves Ribeiro (Assistente Social) e Vanderlei José da Rocha (Economista Doméstico). O relatório está disponível  Clicando Aqui
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