Maringá

31/01/2020

Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar/Emater participa de eventos na região de Maringá

Tecnologias de manejo de solos, o controle de nematóides e das cigarrinhas do milho foram alguns temas que os extensionistas do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná- Iapar-Emater apresentaram  durante o Safratec e o Dia de Campo da Cocari neste mês. Os dois eventos receberam mais de oito mil visitantes, entre agricultores e profissionais das cooperativas e da iniciativa privada.

Durante o Safratec 2020, de 21 a 23, os profissionais do Instituto explicaram aos visitantes o efeito da compactação dos solos e do ataque dos nematóides no sistema radicular das plantas e na produtividade das lavouras. De acordo com Celso Seratto, coordenador técnico da unidade da Emater, muitas vezes esse prejuízo passa despercebido. "Em situações mais sutis as perdas de produtividade aproxima-se de 5% a 15%. Em condições mais drásticas podem alcançar até 50%", explicou o extensionista. 

Segundo ele, o uso de plantas de cobertura, implantadas no verão ou no inverno, pode ajudar no manejo e controle desses problemas, melhorando a produtividade das lavouras.

Os extensionistas do Instituto implantaram uma Unidade Didática mostrando o uso de plantas de cobertura de solo para manejo da compactação dos solos e dos nematóides. No dia de Campo da Cocari (nos dias 29 a 30 de janeiro), os agricultores e profissionais conheceram as alternativas de cultivo mais indicadas para corrigir esses problemas. Eles também puderam conversar com os especialistas sobre as melhores soluções a serem adotadas em suas propriedades.

Milho
O ataque da cigarrinha ao milho causa a disseminação de viroses, entre outras doenças e pode provocar a redução de até 50% da produtividade. Na Unidade de Manejo da cigarrinha do milho o trabalho realizado desde a instalação da cultura, procurou evitar o uso de inseticidas e fungicidas.

Segundo Claudinei Minchio, extensionista que conduziu o trabalho,  a intenção dessa estratégia foi aumentar a população de cigarrinhas. Mas esse objetivo não foi alcançado. "Provavelmente isso aconteceu devido ao estabelecimento de um nível de equilíbrio e controle natural, produzindo um ambiente com baixos índices dessa praga, até a sua colheita", explicou. As parcelas que não receberam inseticidas e fungicidas, por não apresentarem níveis de dano econômico, exibiram excelente estado fitossanitário, além de espigas sadias e bem formadas já na fase final que antecede à colheita. Para obter maiores informações sobre o manejo do solo e o controle de cigarrinha, os interessados podem procurar especialistas nas unidades do Instituto de Desenvolvimento Rural-Iapar-Emater no Estado.
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