Francisco Beltrão

15/01/2020

Produtor de Flor da Serra do Sul ganha concurso Melhores 2018/2019 do Laticínio Piracanjuba

Até 2013 a produtividade do rebanho leiteiro de Olímpio Domingos Lamera, de Flor da Serra do Sul, era de 13,2 litros/vaca dia. Mas a dedicação do produtor, a adoção de novas práticas de manejo e a orientação dos extensionistas do Instituto Emater e prefeitura fizeram a produtividade saltar para 18,6 litros/vaca dia no ano passado. Os ganhos não vieram apenas com o aumento da produção. No ano passado Lamera foi o primeiro colocado no concurso de qualidade promovido pelo Laticínio Piracanjuba, na região de Francisco Beltrão.

O destaque no concurso Melhores 2018/2019 começou a ser construído em 2013, quando o produtor decidiu participar do projeto Leite Sudoeste. Naquele ano ele implantou o sistema silvipastoril na propriedade e começou a investir na produção de alimento para o rebanho. Atualmente, a propriedade de Lamera conta com 11,4 hectares de área de forragens formada por pastagens de tifton, aveia de inverno e milho para silagem. A área fornece alimento suficiente para as 27 vacas Jersey, das quais 21 estão em lactação. Ele também oferece concentrado aos animais.

Lamera também passou a fazer o controle leiteiro, instrumento de análise do rebanho em qualidade do leite e índices zootécnicos. Esse acompanhamento é feito pelo extensionista do Instituto Emater, em parceria com a Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCPRH).  Lucas Lopes de Souza, do Instituto Emater de Flor da Serra do Sul, explicou que na propriedade é analisado o índice de células somáticas presentes no leite e que indicam a saúde da glândula mamária das vacas. "Em 2013 esse índice era de 372,14 mil CCS/mL de leite. Em 2019 esse número caiu para 254,37 CCS/mL, ou 31,6% a menos de células", informou o extensionista.

Outra conquista importante do produtor foi a melhoria do volume de elementos sólidos do leite, como lipídios (gordura), carboidratos, proteínas, sais minerais e vitaminas. O índice de sólidos do leite produzido no sítio de Lamera passou de 13,68 para 13,93 depois do trabalho de orientação técnica. Ao menos duas vezes por mês o produtor recebe a visita do técnico do Instituto Emater ou da Prefeitura. O grande desafio de Lamera é reduzir o custo de produção. Atualmente ele gasta R$0,83 para produzir um litro de leite que é vendido a R$1,47 para o laticínio. Lamera vem investindo na compra de máquinas e animais para melhorar o rendimento da sua propriedade.
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