Toledo

30/09/2019

Estudantes do Brasil e do exterior conhecem a produção de café de Jesuítas

A cafeicultura, tradicional atividade em Jesuítas, tem despertado a atenção de muita gente interessada em saber como se produz café de qualidade. Nos últimos meses o município recebeu pelo menos 600 visitantes que participaram de excursões até as propriedades. Nessas visitas eles conhecem técnicas de cultivo, manejo e colheita do café. Em sua maioria são estudantes que vão a Jesuítas conhecer novas tecnologias que estão sendo aplicadas nas lavouras. O trabalho é o resultado de uma parceria entre produtores, Prefeitura, Cooperativa Copacol e Instituto Emater e já recebeu estudantes do Paraná, Rio Grande do Sul e Canadá.

As excursões começam na Unidade Municipal do Instituto Emater, onde os visitantes têm a oportunidade de provar um café de qualidade, bebida preparada com grãos selecionados e ponto de torra clara que confere um sabor especial ao café. Em seguida eles visitam o viveiro municipal, mantido pela Prefeitura em parceria com a Copacol e que tem a assistência técnica dos extensionistas do Instituto Emater. O viveiro tem capacidade de produzir 500 mil mudas por ano e os estudantes conhecem todo o processo, desde a preparação do substrato, até os tratos culturais das mudas.

Mas é nas propriedades de Jesuítas que os visitantes tomam contato com a rotina da produção de café. Acompanhados pelos técnicos, eles vão até as Unidades Demonstrativas de Café. Uma delas fica no sítio do casal Gema e Eurípedes Geraldo Colombo. É ali que eles vêem de perto o plantio das mudas, bem como lotes que estão na fase de primeira colheita, lotes em produção ou que estão sendo recuperados.

Cafés especiais
Para conhecer diferentes realidades, os estudantes também são levados até a propriedade de Celina e Gilberto de Oliveira onde podem observar o processo de secagem do grão, feito no terreirão de alvenaria. Eles também têm a oportunidade de conhecer outros equipamentos como o lavador, o despolpador e os diferentes tipos de secador de café.  O casal produz lotes e3speciais e de alta qualidade a partir do beneficiamento do café cereja descascado. Em ambas as propriedades os visitantes conseguem perceber que a cafeicultura não é a única atividade que gera renda. Com a orientação dos extensionistas, os produtores são incentivados a diversificar a produção.

Após a visita às propriedades, os estudantes são conduzidos até a Unidade de Beneficiamento de Café, no entreposto da Copacol de Jesuítas. É ali que o café é recebido, beneficiado e classificado, de acordo com a quantidade de defeitos que os grãos apresentam. No entreposto é montada uma mesa de prova e os estudantes podem experimentar os diferentes tipos de café. Eles também conhecem a máquina de beneficiamento e a armazenagem do café na cooperativa.

Manutenção da cafeicultura
De acordo com Roberto Natal Dal Molin, do Instituto Emater de Jesuítas, com essas excursões os visitantes podem ter uma ideia completa do processo de produção e beneficiamento do café. Ele também destaca o trabalho de organização dos diferentes setores da cafeicultura para que a atividade mantenha-se lucrativa para os produtores.  Dal Molin destaca que a equipe local da Emater, formada ainda por Cleber Sonego e Valmira Dias, está comprometida com esse trabalho e facilita o alcance dos objetivos junto aos estudantes.

Para o professor Adilson Ricken Schelter, do curso de Agronomia da União Dinâmica de Faculdades Cataratas (UDC), a visita às propriedades de Jesuítas dá aos acadêmicos a oportunidade para que eles conheçam diferentes facetas da cadeia produtiva do café. "Ficamos totalmente satisfeitos, pelo profissionalismo e preocupação das instituições  para com a manutenção da cafeicultura no Oeste do Paraná. Foi um dia muito importante na formação dos nossos estudantes de Agronomia. Bem diferente da realidade na região da tríplice fronteira”, finalizou. Laercio Augusto Pivetta, professor do curso de Agronomia da UFPR-Palotina, destacou que  muitos dos alunos que participam da atividade não têm familiaridade com a cafeicultura. "São filhos de produtores que trabalham com culturas tradicionais como a soja, o milho e o trigo. Dessa forma, as visitas a regiões produtoras de café é imprescindível para tornar os alunos mais familiarizados com essa cultura e, quem sabe se algum aluno precisar se especializar em café, poderá aproveitar a experiência de Jesuítas", concluiu. Para os professores dos Colégio Agrícolas que participam dessas excursões, as visitas colaboram com a formação pessoal e profissional dos jovens que estão prestes a decidir as suas áreas de atuação e também abrem mais uma possibilidade para seu futuro.




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