Ponta Grossa

30/08/2019

Produtores de Ivaí recebem equipamentos

Cultivo de soja, maracujá, lúpulo e criação de gado leiteiro são algumas atividades das famílias que vivem na microbacia  Água Parada, no município de Ivaí. Para garantir que a agropecuária continue sendo produtiva e lucrativa, os produtores estão investindo na conservação dos recursos naturais. Só assim será possível reverter o avanço da erosão que já está presente em várias propriedades. Nesta semana a Associação de Produtores da localidade recebeu equipamentos para fazer  trabalhos de conservação de solo. O governo do Estado e Prefeitura vão investir R$ 220.000 na comunidade.

A microbacia Água Parada  abriga 128 famílias. Há dois anos produtores assistidos pelos extensionistas do Instituto Emater vêm pleiteando recursos e equipamentos para deter a erosão nas propriedades. A Associação de Produtores recebeu, em regime de comodato com a Prefeitura, um distribuidor de esterco, uma grade terraceadora, um distribuidor de calcário/adubo e uma plantadeira para o plantio direto. Raphael Branco de Araújo, do Instituto Emater de Ivaí, afirmou que os equipamentos serão usados para a construção de terraços e curvas de nível e a plantadeira vai restabelecer o plantio direto como prática rotineira entre os agricultores da microbacia. Além de contribuir com os equipamentos, o Programa Estadual de Manejo de Solo e Água em Microbacias também vai distribuir 380 toneladas de calcário para os produtores. "Ainda serão construídos cinco sistemas de captação e armazenamento de água e dezesseis nascentes serão protegidas", acrescentou o extensionista.

Melhorar as condições de solo é uma das prioridades do trabalho da Extensão Rural na microbacia Água Parada. "O maior problema nas propriedades é a erosão superficial que ocorre por falta de um manejo adequado do solo. A maioria dos produtores também não faz rotação de culturas", informou Araújo. Ele disse que a Extensão está levando novas opções para os produtores diversificarem as propriedades, como a produção de olerícolas e frutas. Atualmente o maracujá já está sendo cultivado por quinze agricultores da microbacia. A produção é entregue a mercados do município, mas os produtores já estão se associando à Cooperativa de Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Familiar de Ivaí (Coodesafi) para acessar novos mercados. "A cooperativa tem uma unidade de processamento de frutas em Imbituva. Com o aumento da demanda por frutas, a tendência é que mais produtores se interessem pela atividade", concluiu Araújo. Os extensionistas também organizam outras práticas na comunidade. Nos próximos dias serão realizados dois dias de campo, um sobre terraceamento e outro que vai mostrar como se faz a proteção de nascentes, para repassar mais conhecimento aos agricultores da microbacia Água Parada.

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