Campo Mourão

12/08/2019

Programa Estadual recupera microbacia do Alto Mourão, em Luiziana

O uso inadequado do solo não prejudica apenas a agricultura. Um exemplo do alcance dos problemas gerados pela falta de conservação desse recurso foi constatado na usina de Salto Caxias, região de Campo Mourão.  Por muito tempo as chuvas levaram terra e adubo das lavouras para o rio Alto Mourão, o que passou a prejudicar o funcionamento das turbinas da usina. Em junho deste ano o programa Estadual de Microbacias contemplou 80 famílias daquela comunidade com recursos que serão usados na melhoria da conservação do solo e proteção das nascentes que abastecem as propriedades rurais.

O processo que acontece no Alto Mourão é conhecido como eutrofização, ou seja, a gradativa concentração de matéria orgânica acumulada nos rios. Isso acontece quando há excesso de dejetos domésticos (esgoto) ou grande volume de fertilizantes agrícolas despejados nos cursos d'água. O excesso de minerais (fosfato e nitrato) induz à multiplicação de algas, formando uma camada densa que impede a penetração da luminosidade e  diminui a quantidade de oxigênio na rio, prejudicando a fauna aquática. Além disso, a água perde qualidade para o consumo e o acúmulo de algas compromete a geração de energia elétrica  nas usinas hidreléticas.

A área da microbacia do Alto Mourão é ocupada por 80 famílias que vivem do cultivo de grãos (soja, milho e trigo). O Programa Estadual de Microbacias deve investir R$ 209.000 na comunidade. O recurso será aplicado na  construção de curvas de nível que deve melhorar o manejo e conservação de solos. Os produtores também vão receber adubo para usar nas lavouras.

A proteção de nascentes é um dos principais trabalhos realizados na microbacia. Produtores e extensionistas estão trabalhando juntos, em regime de mutirão,  para proteger dez fontes de água.  Esta ação conta ainda com a colaboração da prefeitura e do Rotary Clube de Luiziana. "O mutirão é uma ferramenta utilizada como oficina que pode contribuir como instrumento de auxílio na qualificação dos produtores. A prática dá a eles condições de melhorar  a  qualidade  da água consumida na propriedade e, consequentemente, levar essa técnica para outras propriedades", afirmou Laura da Silva, do Instituto Emater de Luiziana.

O projeto prevê ainda a coleta e análise de amostras da água dessas fontes, antes e depois do trabalho. Dessa forma será possível averiguar a qualidade da água  destinada ao consumo humano, dos animais e ao uso agrícola. O Rotary Clube arcou com as despesas das análises da água. Segundo Laura da Silva, os trabalhos na microbacia devem ser concluídos até o fim deste mês. 

Fonte- Instituto Emater - unidade municipal de Luiziana – Fone:(44) 3571-1100
Laura  44 99927-7404 – e-mail – luiziana@emater.pr.gov.br
Apoio- Área de comunicação eventos e marketing – unidade regional Emater Campo Mourão.
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