Maringá

14/05/2019

Instituto Emater lança selo para produtor regional na Expoingá

Mais de 70% dos produtos comercializados na Ceasa de Maringá são oriundos de outras regiões. A produção local ainda é pouco identificada e não alcança o mercado. Para enfrentar esta situação, os extensionistas do Instituto Emater lançaram um selo de identificação dos produtos regionais, durante a Expoingá, nesta terça-feira (14), em Maringá. O selo também vai dar mais qualidade de apresentação aos produtos regionais. O lançamento do selo foi feito no Encontro de Agroecologia, ocasião em que o Instituto Emater apresentou o trabalho que vem sendo feito junto aos produtores orgânicos da região de Maringá.

O Paraná é o primeiro estado do país em número de produtores orgânicos certificados, cerca de 2.500 agricultores. A produção de hortifrutis predomina, mas ainda há grãos e uma produção inicial de leite livre de insumos químicos. De acordo com Natalino Avance de Souza, diretor presidente do Instituto Emater, os orgânicos têm um mercado certo e crescente. “Levando em consideração o crescimento da produção orgânica dos últimos anos, levaríamos quase 50 anos para atender somente o programa da Merenda Escolar no estado. Por isso o controle do uso de insumos é um caminho desejável. Precisamos avançar para ter uma agricultura mais equilibrada e atender a demanda do mercado”, ressaltou. Atualmente o Instituto Emater conta com 24 extensionistas que prestam assistência a produtores orgânicos na região, O trabalho é desenvolvido em parceria com certificadoras, associações de produtores, Tecpar, UEM e prefeituras. Para Souza, o selo lançado durante a Expoingá torna os produtos regionais, orgânicos e convencionais, mais competitivos no mercado.

Nilson Ferreira, do Instituto Emater de Maringá, informou que o selo Qualidade Regional (QR) vai ser destinado inicialmente a 280 produtores familiares associados à Comafrut (Marialva), Coafam (Mandaguaçu) e Coopervas (Maringá). A partir dessa experiência, a iniciativa pode ser levada a outras cooperativas do Noroeste do Estado. Produtores orgânicos e convencionais vão ganhar destaque nas redes de supermercados da região.

Para obter o selo, o produtor deve atender a alguns critérios. Um deles é o controle da qualidade da água para evitar a contaminação dos alimentos. Além disso, o agricultor deve estar vinculado a uma associação ou cooperativa, ter acompanhamento técnico, variedade de produção e fazer o beneficiamento pós-colheita. Nilson destacou que o selo também deve unir as cooperativas de hortifrutis para a comercialização. “Ele aumenta o poder de barganha dos produtores com o maior volume de produção”, explicou Ferreira.

O selo valoriza a produção familiar que tem um forte impacto na economia regional. De acordo com Juliana Bittencourt, do Instituto Emater de Maringá, a produção familiar responde atualmente por 84% dos estabelecimentos rurais do estado e gera 80% dos empregos no campo. Ela informou que o selo pretende criar uma empatia com o consumidor. “Quem comprar um produto com o selo sabe que está contribuindo com uma propriedade familiar da região”, explicou Juliana.

Ouça entrevista com a extensionista Juliana Bittencourt para o programa o Homem e a Terra




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