Francisco Beltrão

06/05/2019

Extensionistas incentivam plantio de feijão em Santa Isabel d'Oeste

A instabilidade dos preços e a frustração de algumas safras no passado fizeram com que agricultores de Santa Isabel d'Oeste, ao longo dos últimos anos, deixassem de plantar feijão. Com isso, não é raro encontrar áreas sem qualquer cobertura vegetal entre a safra de milho e o plantio de trigo.  Extensionistas do Instituto Emater estão sugerindo que os produtores voltem a cultivar o feijão.  Seria uma forma de fazer a rotação de culturas, melhorando a fertilidade do solo, e ainda ter uma renda a mais na propriedade.

Há dois anos os extensionistas vêm trabalhando para divulgar essa alternativa entre os produtores assistidos pelo Projeto Centro-Sul  de Feijão e Milho. De acordo com Ederson Longaretti Soares, do Instituto Emater de Santa Isabel d'Oeste, dos 30 agricultores que lidam com o plantio de grãos, apenas dois apostam no feijão. "No município é comum o produtor deixar áreas três ou quatro meses sem plantio. Tem agricultor que termina de colher o milho e entra com a mesma cultura, o que não é bom para o solo. Por isso estamos sugerindo o plantio de feijão", explicou Soares.  Segundo ele, apesar de em alguns anos o preço do cereal não ser dos melhores, no médio prazo o feijão ainda dá renda para o produtor. "Tem gente que é imediatista e quer o lucro toda safra. Nem sempre é assim", diz o extensionista. No entanto, Soares acredita que o produtor pode conseguir melhores resultados com o feijão quando segue as orientações e adota certas práticas de manejo da lavoura. "Com o Manejo Integrado de Pragas e Doenças é possível diminuir o número de aplicações de defensivos e as despesas com a lavoura", afirmou.

Para divulgar essas práticas e novas variedades de feijão, os técnicos do Instituto Emater vêm promovendo reuniões técnicas e dias de campo com os produtores. Em abril 80 produtores se reuniram numa tarde para incentivar mais produtores a aderirem ao plantio de feijão. Eles conheceram 21 variedades diferentes de feijão carioca, preto e feijões especiais (coloridos). Além disso, os extensionistas ainda repassaram informações sobre as vantagens do Manejo de Pragas e Doenças. O trabalho contou com o apoio da Embrapa, IAPAR (Instituto Agrônomico do Paraná), IAC ( Instituto Agronômico de Campinas), Total Biotecnologia e SYNGENTA, além das parcerias locais como, prefeitura, escritórios de planejamentos, agentes financeiros e revendas de insumos.

Emater - Unid. Sta. Izabel d' Oeste
Telefone:(46)3542-1772
 
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