Campo Mourão

03/05/2019

Maracujá pode ser opção de renda para produtores de Araruna

O cultivo de maracujá pode ser uma alternativa para gerar renda em propriedades rurais de Araruna.  A sugestão é dos extensionistas do instituto Emater que vêem na fruticultura, uma forma de diversificar a produção e aumentar a lucratividade das propriedades familiares. O assunto foli tema de uma reunião técnica realizada no município, no fim de abril, que reuniu 27 produtores. Eles conheceram um pouco mais da cultura e novas práticas de cultivo que podem garantir o sucesso da iniciativa.

O extensionista Darwin Caleff Ramos, de Araruna, ressaltou que o cultivo de maracujá depende de algumas decisões do agricultor. O local onde o pomar será plantado, a análise e correção do solo e a qualidade das mudas estão na base do êxito do produtor. Caleff ainda ressaltou que o produtor precisa fazer o controle integrado de pragas e doenças e, sobretudo, aprender a conviver com a virose, doença que é a principal ameaça aos pés de maracujá. "A virose é uma doença que pode inviabilizar o pomar. Mudas plantadas com no máximo 40 dias após a emergência  sofrem com o ataque dos pulgões que transmitem a virose, podendo até inviabilizar o cultivo. Para minimizar esse problema, o recomendado é o plantio de 'mudões', ou seja, mudas com tamanho em torno de um metro,  que resistem à virose. Todas as plantas no final de cada ciclo produtivo devem ser eliminadas para que a doença não se dissemine", explicou o extensionista.

Rinaldo Clementin, do Instituto Emater de Campo Mourão, mostrou algumas doenças que afetam o maracujazeiro e como é possível mantê-las sob controle. Ele também destacou a importância da polinização manual das plantas. "Com essa operação o produtor garante mais fixação e maior peso dos frutos, quando se compara com a polinização natural, realizada pelas mamangavas", ressaltou. O extensionista também lembrou que o agricultor deve fazer uma boa adubação de base, com destaque para o Boro, nutriente que muitas vezes está em níveis baixos no solo.

Os participantes da reunião técnica visitaram a propriedade de Dorcílio Rorato, na comunidade Água do Urutu. Há um ano e meio o agricultor resolveu implantar um pequeno pomar com 150 plantas. Rorato colheu 1.200 quilos de maracujá e vendeu toda a produção no comércio local. A intenção do produtor é ampliar o pomar, com o plantio de 450 plantas.  Além do maracujá, Rorato e o filho ainda tocam uma área com café.


Fonte: Instituto Emater - unidade municipal de Araruna – Fone (44) 3562 1225 - e-mail: araruna@emater.pr.gov.br
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