Cornélio Procópio

11/04/2019

Nova América da Colina reúne produtores de maracujá da região de Cornélio Procópio

Muitos pomares de maracujá do estado produzem dentro da média nacional, ou seja,13 mil kg/ha. Mas esse resultado ainda está abaixo do que se colhe no estado, em média, 15 mil kg/ha. Adubação, melhoramento genético e mudas de qualidade são alguns fatores que podem alavancar a produtividade dos pomares sensivelmente. Há produtores no Paraná que colhem até 25 mil kg/ha.  O assunto foi discutido no II Encontro de Produtores de Maracujá da Região de Cornélio Procópio, realizado pelo Instituto Emater e Cooperativa Nova Citros, em Nova América da Colina, na última quarta-feira (10). Participaram 113 produtores, de 23 municípios.

Uma das maiores dificuldades dos produtores de maracujá atualmente é o convívio com a virose, doença que pode comprometer um pomar inteiro. Para enfrentar esse problema, os técnicos recomendam o uso de mudas altas, produzidas em ambiente protegido que evitam o prejuízo com a doença. No entanto, essa prática exige a mudança do manejo do pomar, inclusive com a eliminação as plantas a cada ciclo produtivo. De acordo com Lucas Batista Neves, da Emater de Nova América da Colina, os produtores do município já adotaram as mudas altas há três anos. "Com isso eles estão conseguindo contornar a doença, convivendo com a virose e sem qualquer prejuízo para a produção. Quando a doença se manifesta no pomar não causa dano para os frutos", explicou. Ele acrescentou que a meta é fazer com que a produtividade média da região de Cornélio Procópio chegue a 25 mil kg/ha.

A produção dos agricultores de Nova América da Colina é vendida por meio da cooperativa Nova Citros. Com isso os produtores estão conseguindo um melhor preço. Até fevereiro, a Ceasa vinha comercializando a caixa de 12 kg de maracujá por R$25,00. A cooperativa encontrou um mercado que compra a produção por R$50,00 a caixa. Nova América da Colina tem atualmente dez produtores de maracujá, com área média de 0,4 hectare. De acordo com Lucas, há espaço para mais produtores em função da demanda pelo fruto. "A região Sul é responsável por 7% do maracujá comercializado no país. A principal região produtora é o Norte, mas eles vêm enfrentando sérios problemas com a virose e a produção de lá está entrando em decadência", explicou o extensionista. Para ele, é uma oportunidade para o produtor paranaense entrar na atividade, desde que adote novas práticas de manejo do pomar.
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