Pato Branco

08/04/2019

Processamento mínimo de mandioca e batata doce atrai produtores do Sudoeste

Pesquisadores, agentes de fiscalização, agricultores e extensionistas receberam um treinamento sobre processamento mínimo de mandioca e batata-doce, em Pato Branco, na última quinta-feira (4). O objetivo foi mostrar aos participantes como essa prática pode prolongar a vida de prateleira desses produtos, além de atender à demanda por alimentos mais práticos para o consumidor.

O processamento mínimo consiste em submeter hortaliças a uma ou mais alterações físicas, como lavagem, descascamento, fatiamento e corte. Em alguns casos os produtos podem passar por tratamentos químicos para que fiquem prontos para o consumo ou preparo. "Após serem processados, os produtos devem manter o máximo de suas características nutritivas e sensoriais, como o frescor, aroma, cor e sabor", afirmou Marcelo Bellettini, do Instituto Emater de Francisco Beltrão.  Segundo ele, a busca por uma alimentação mais rica e saudável e a redução do tamanho das famílias intensificou a procura por alimentos mais práticos, prontos para o consumo. Por isso o processamento mínimo surge como uma forma de dar mais praticidade e economia de tempo no preparo diário dos alimentos.

Os participantes do curso também receberam orientações sobre os aspectos nutricionais e novos equipamentos para processamento mínimo de raízes e tubérculos. Eles também fizeram uma visita a uma unidade do Iapar onde é feito o cultivo dessas espécies no sistema agroecológico. "Esperamos que tanto os agricultores, quanto os empreendedores possam produzir mandioca e batata-doce minimamente processada com alta qualidade, atendendo à demanda da região. A expectativa é que o Sudoeste seja um modelo a ser seguidas pelas demais regiões do estado, garantindo qualidade e segurança alimentar para toda a população do Paraná”, afirmou Bellettini.

O treinamento foi organizado pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural  (Assesoar), Embrapa, Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia  (CAPA) e pela Unidade Mista de Pesquisa e Transferência de Tecnologia – Sudoeste do Paraná - (Umiptt). O processo de capacitação reuniu 80 pessoas das regiões de Francisco Beltrão, Dois Vizinhos e Pato Branco.
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