Emater

05/04/2019

Projeto Leite Competitivo Norte traz eficiência para a atividade leiteira

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A baixa qualidade das pastagens, em decorrência da falta de correção e adubação do solo, além da escolha inadequada de espécies são as principais causas da baixa produção de leite em muitas propriedades do Norte do Paraná. Para mudar essa realidade os extensionistas do Instituto Emater estão colocando em prática o projeto Leite Competitivo Norte. A meta é reduzir os custos, aumentar a produtividade e a renda da pecuária leiteira da região.

Há pouco mais de um ano o produtor Luiz Reginaldo Zanette, de Santo Antônio da Platina, começou a participar do projeto.  Muitas áreas de sua propriedade eram ocupadas por pastagens com baixa produtividade. O pasto fraco afetava a produção de leite do rebanho e trazia pouca renda para a atividade leiteira. Com o auxílio de Diogo Antignani Coutinho, do Instituto Emater, o produtor resolveu investir na recuperação dessas áreas. O primeiro passo foi decidir pela reforma de uma área degradada de 7 hectares, dividida em 20 piquetes. Zanette fez a coleta de amostras do solo para análise em laboratório. Assim, foi possível saber o que cada piquete estava necessitando em termos de correção e adubação. "A divisão em piquetes possibilita o manejo rotacionado da área, com melhor aproveitamento produtivo e máxima eficiência", explicou Coutinho.

O passo seguinte foi plantar pastagem "mombaça," na área. Partindo do princípio de que o pasto deve receber os mesmo cuidados de uma lavoura, o extensionista orientou Zanette a fazer a correção da acidez do solo com calcário e gesso. A pastagem também recebeu adubação de plantio, com fósforo e potássio.

Além do cuidado com a produção de alimento para o gado, o produtor ainda instalou irrigação na área das pastagens. Atualmente o capim mombaça se apresenta bem desenvolvido. "Essa pastagem tem alta qualidade nutricional e o seu perfilhamento é intenso, com novos ramos que se espalham e cobrem todo o solo", explicou Coutinho. Ele acrescentou ainda que ao retirar os animais dos piquetes, o produtor ainda faz uma adubação nitrogenada. "    O rebanho fica um dia em cada piquete. Como são vinte piquetes, ao chegar no último, a primeira área de pastagem já está recuperada e pode receber os animais novamente", afirmou Coutinho. Segundo o extensionista, esse manejo respeita as alturas corretas de entrada e saída da pastagem que favorece a recuperação do capim. "No caso do mombaça a entrada se dá quando o pasto atinge 80-85cm de altura. A saída acontece com a pastagem com 40-45cm de altura. A silagem de milho e a ração são usadas como complemento nutricional, de acordo com planejamento forrageiro", explicou Coutinho.

Com esse trabalho foi possível reduzir o custo de produção com a alimentação do rebanho. "O produtor obteve um menor custo total por litro produzido. O custo com alimentação caiu de 70% para 50%, sendo que a sobra fica no devido lugar: o bolso do produtor", afirmou o extensionista.

O caso de Zanette não é único na região. Ele é um dos produtores assistidos pelos extensionistas do Instituto Emater, em 35 municípios das regiões de Apucarana, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Ivaiporã, Londrina e Santo Antônio da Platina. A partir deste ano o projeto Leite Competitivo Norte vai chegar a mais sete municípios da região de Maringá.

Os técnicos da equipe já implantaram mais de 60 unidades de referência de bovinocultura de leite nessas regiões. Cada uma delas recebe acompanhamento intensivo sobre gestão, sanidade e alimentação, para que sirvam de exemplo e ajudem a disseminar os bons resultados das tecnologias trazidas pelos técnicos. Os extensionistas querem reduzir os custos da pecuária leiteira, melhorar a eficiência da atividade e aumentar a produtividade em 20%, no mínimo. Essa é a forma encontrada pela Extensão Rural de trazer retorno financeiro para os produtores, em média mais de um salário mínimo por propriedade, mesmo com a queda do preço pago por litro de leite ao produtor.
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