Campo Mourão

13/03/2019

Manejo de pragas reduz uso de agrotóxicos em Boa Esperança

O agricultor enfrenta muitos desafios. O clima nem sempre favorece as lavouras e o aparecimento de pragas e doenças tem dificultado a vida do produtor. Um dos maiores problemas é que o manejo convencional dos cultivos está aumentando os custos de produção. Muitas pragas adquiriram resistência aos produtos químicos o que exige o aumento das doses e, consequentemente, a elevação dos custos de produção.

Diante desta nova realidade, os extensionistas estão levando mais informações e novas tecnologias para que o agricultor familiar consiga viabilizar a sua propriedade. Em Boa Esperança os agricultores passaram por uma capacitação sobre o Manejo Integrado de Pragas (MIP) feita pelo Senar-Pr, prefeitura e Instituto Emater. O curso teve início em setembro passado e foi concluído na primeira semana deste mês.

O MIP utiliza ácaros, aranhas e outros inimigos naturais para combater as pragas que trazem prejuízo econômico ao produtor.  Com o acompanhamento frequente das lavouras é possível reduzir as aplicações de inseticida. Os extensionistas estiveram presentes em todas as fases do ciclo das lavouras, desde a implantação até a colheita da soja.  Foram formados diversos grupos  e todos os produtores tiveram aulas teóricas e práticas. 

Gilson Martins, do Instituto Emater de Boa Esperança, informou que doze produtores e filhos de agricultores participaram do curso. Segundo ele, no município os agricultores que fazem o manejo convencional precisaram fazer até 2,5 aplicações para combater o percevejo, uma aplicação para eliminar a lagarta e 3,5 aplicações para a ferrugem. Os agricultores do grupo  reduziram em média para 1,5 aplicação de inseticida para eliminar o percevejo,  de 2,5 a 3 aplicações para a ferrugem e nenhuma aplicação para a lagarta. "Cada aplicação de produto químico custa, em média, R$150,00 por alqueire. Imagine a economia do produtor se ele consegue diminuir uma aplicação em dez alqueires", comemora Martins.

O resultado da experiência dos produtores de Boa Esperança foi animador e muitos deles pretendem transformar o MIP em uma prática rotineira em suas propriedades. Além de reduzir o custo de produção, eles perceberam que a tecnologia contribui para a saúde do agricultor, sem contar a redução da poluição do meio ambiente.


Fonte-Instituto Emater - unidade municipal de Boa Esperança – Fone:(44)3552-1114 – e-mail – boaesperanca@emater.pr.gov.br
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