Emater

27/02/2019

Instituto Emater capacita técnicos que trabalham com maracujá no Estado

A cultura do Maracujá está presente em diversas regiões do Paraná com uma área de 1.154 hectares e produtividade média de 17,7 toneladas por hectare, superando a média brasileira de 13,5 toneladas por hectare, segundo o IBGE.

Para os produtores acompanhados pelo Instituto, o desafio dos últimos anos é conviver com a “virose do endurecimento do fruto”, doença transmitida pela picada de pulgões. A virose chega a inviabilizar o cultivo, como já ocorreu  em regiões de São Paulo.

É justamente para fazer frente a esse desafio que o Instituto Emater está capacitando seus técnicos que prestam assistência a produtores de maracujá em seis regiões do estado. Nos primeiros dois meses deste ano, 33 extensionistas, de vinte municípios, passaram por uma capacitação sobre o cultivo de maracujá em Corumbataí do Sul, Godoy Moreira e Centenário do Sul.

A produção de mudas altas, cultivadas em ambiente protegido e plantadas posteriormente no campo, é a tecnologia proposta por instituições de pesquisa e universidades para enfrentar a virose e que vem sendo aplicada no estado de São Paulo há onze anos, com sucesso. As mudas se desenvolvem sem a presença do vírus que causam a doença e são levadas ao campo com uma altura entre 1,5 e 2,0 metros, apresentando maior resistência à virose. O plantio é mais adensado nas linhas, com espaçamento de dois metros em vez dos habituais três metros.

A prática ainda inclui apenas um ciclo de produção para as plantas. Desta forma, o maracujazeiro é eliminado tão logo termine a produção e se estabelece um período de vazio sanitário na região produtora, sem a presença da planta na área de cultivo. Com essa tecnologia a produtividade média saltou para 30 toneladas, com alguns casos em destaque atingindo 40 toneladas por hectare em um único ciclo de produção.

No Paraná essa tecnologia está sendo validada pelo Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) e difundida pelo Instituto Emater, Secretarias Municipais de Agricultura, Associações e Cooperativas. Os produtores atendidos pelo Instituto estão adotando o novo modelo, com base nos bons resultados obtidos.  A capacitação realizada em Corumbataí do Sul teve a presença do pesquisador Nobuyoshi Narita, da Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio.

Os 33 técnicos do Instituto Emater conheceram detalhes da tecnologia como a utilização de quebra-vento; a eliminação do cultivo anterior; a manutenção de plantas daninhas entre fileiras;a redução do uso de agrotóxicos e a melhor época de  plantio. Esses extensionistas orientam produtores de maracujá das regiões de Apucarana, Campo Mourão, Cianorte, Ivaiporã, Londrina e Maringá.

Para maiores informações entrar em contato com o Coordenador Estadual De Fruticultura do Instituto Emater, Eduardo Augustinho dos Santos, pelo Whatsapp (44) 99917-1953 ou pelo e-mail  eduardosantos@emater.pr.gov.br
 
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