Ponta Grossa

26/02/2019

Programa Fomento Rural melhora a vida de famílias de Piraí do Sul e Castro

Rosa Soek Miranda, 61 anos, e seu marido, Wladislau Aires de Miranda, 59 anos, são moradores da área rural de Piraí do Sul. Rosa é agricultora há 27 anos, produz e comercializa verduras cultivadas em uma pequena estufa na propriedade do casal. Como a produção ainda é pequena, a produtora depende de outros agricultores para manter a oferta dos produtos.

Apesar das dificuldades, Rosa mantém a rotina de andar dois quilômetros com seu carrinho de hortaliças para chegar até os consumidores na cidade. A esperança de melhores dias parece ter chegado. Em breve Rosa poderá aumentar a produção, pois conseguiu recursos para construir uma estufa maior que tornará possível, inclusive, o cultivo de olerícolas durante o inverno. Os recursos vieram do Programa Fomento Rural, do governo federal, que beneficia famílias rurais que se encontram em situação de pobreza, com renda de até R$ 89,00 per capita. Rosa e Wladislau são uma, entre as 24 famílias atendidas pelo programa em Piraí do Sul.

Além das atividades agrícolas, o programa também apoia atividades em outros segmentos. Em Castro, Maria Rosilda Kuff, de 45 anos, optou por investir os recursos na costura. Com a orientação dos técnicos, ela pôde participar de cursos ofertados pelo município em parceria com o SENAI, em 2015, aperfeiçoando suas habilidades.  Hoje, Maria Rosilda confecciona puffs, tapetes e uniformes para a venda direta no município. A costureira investiu parte do lucro na compra de materiais para aumentar a produção e adquiriu ferramentas para seu marido executar serviços para terceiros. Maria Rozilda também pretende comprar uma nova máquina para melhorar a qualidade do seu trabalho.

Ambos os exemplos são casos de produtores que estão mudando de vida por meio do Programa de Fomento, realizado em parceria com o Instituto Emater.  Até 2020 as famílias atendidas contarão com o acompanhamento dos extensionistas em acões individuais e grupais. A meta é promover a inclusão social e produtiva dessas famílias, numa ação concreta de combate à pobreza. Ao mesmo tempo, os extensionistas procuram valorizar a autonomia, a auto estima e a cidadania das famílias.

Para executar o programa, os extensionistas realizam visitas domiciliares periódicas às famílias, conhecendo sua realidade e potencial produtivo. Além da orientação quanto a novas atividades, os técnicos também levam outras políticas públicas para as famílias.  Um exemplo é a participação no Programa de Aquisição de Alimentos  (PAA) que consegue canais de comercialização para a produção do agricultor.

Todo projeto produtivo proposto leva em consideração as aptidões e limitações de cada família, bem como a área disponível para a viabilidade do empreendimento. Os participantes contam com a assistência técnica e extensão rural durante todo o processo e cada família recebe um valor de R$ 2.400, em duas parcelas, para fazer seus investimentos.

Esse trabalho tem sido importante para dar início ao processo de inclusão socio-produtiva de famílias em situacão de vulnerabilidade social. A iniciativa também melhora as condições de vida das famílias, promovendo a segurança alimentar e nutricional entre o público atendido pelo programa.

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