Maringá

08/11/2018

Workshop em Maringá vai discutir o trabalho na agricultura

As mudanças estruturais, técnicas, dinâmicas de mercado e as políticas públicas que alteram a diversidade dos modelos de desenvolvimento agrícola afetam diretamente o trabalho na área rural. Diversas comunidades científicas lidam com essas questões, mas ainda de forma fragmentada. Justamente para discutir o tema e definir um quadro conceitual de análise do trabalho na escala territorial, a  Associação Internacional Sobre o Trabalho na Agricultura (IAWA) promove o workshop "Visões Transversais Sobre o Trabalho na Agricultura", num convênio de cooperação internacional entre a Universidade Estadual de Maringá, o Instituto Nacional Francês de Pesquisa Agrícola (INRA-França) e o Instituto Emater, de 11 a 14, em Maringá.

A experiência da Extensão Rural será mostrada durante o encontro para os participantes- pesquisadores, professores e consultores agrícolas. De acordo com Joel C. dos Santos, da Unidade Regional do Instituto Emater em Maringá, os extensionistas vão falar sobre o trabalho que vem sendo feito em três cadeias produtivas: bovinocultura de leite, sericicultura e hortifrutis. "Essas atividades são as mais importantes na região, do ponto de vista de ocupação da mão de obra", explicou Santos. Ele acrescentou que a sericicultura foi a cadeia produtiva que mais evoluiu nos últimos anos, com a aplicação de novas tecnologias. Mesmo assim, a criação de bicho-da-seda ainda exige muita mão-de-obra. "Também houve mudanças, em menor escala, na produção de hortifrutis e bovinocultura leiteira. No entanto, nessas duas últimas cadeias faltam trabalhadores", afirmou Santos. Para ele, as características do trabalho, como a dedicação durante todo o ano, tem afastado muita gente do campo.

O encontro em Maringá deve unificar uma metodologia para levantar dados a respeito do assunto.  Além de conhecer a realidade da região por meio de relatos dos extensionistas, os participantes do workshop vão visitar duas propriedades familiares em Astorga. Em ambos os casos os agricultores familiares conseguiram suas propriedades via Programa Nacional de Crédito Fundiário e conseguiram aumentar sua renda. Numa delas o criador de gado leiteiro está industrializando parte da produção e produzindo queijo, além de vender os hortifrutis diretamente numa feira livre. O outro caso é de um agricultor que, com a assistência do Instituto Emater, vem modernizando a produção de casulo de bicho-da-seda, o que tem aumentado a produtividade e o rendimento da atividade.

O workshoop Visões Transversais Sobre o Trabalho na Agricultura será realizado no Bloco C34, da Universidade Estadual de Maringá, de 11 a 14, e contará com participantes de diversos países. Mais informações no endereço www.workinagriculture.com/workshop-2018. As inscrições custam R$25,00.
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