Cascavel

05/02/2018

Emater aposta na conscientização ambiental para melhorar lavouras

O uso de boas práticas na agricultura é uma preocupação constante dos técnicos do Instituto Emater que, durante o Show Rural 2018, têm como objetivo principal orientar os visitantes do evento sobre o monitoramento e o controle de pragas de forma sustentável, por meio de práticas que reduzem significativamente os custos e contribuem com a preservação do meio ambiente.

Na área destinada à lavoura são realizados testes com três variedades de soja, a fim de alertar os produtores quanto aos prejuízos causados pelo excesso de fungicidas, que aumenta os custos da lavoura, diminui os lucros e pode causar sérios danos ambientais. De acordo com o técnico do Emater Willian de Moraes Atanasio, não houve nenhuma aplicação contra percevejos ou lagartos na área. “Os produtores muitas vezes aplicam os fungicidas por pressão de vendedores, que recomendam a aplicação antes do fechamento da linha de plantio como mecanismo de prevenção. Com isso, acabam produzindo bastante e não obtendo um lucro justo, já que uma única entrada de máquina na lavoura gera custos operacionais, de mão de obra, óleo diesel, desgaste do equipamento e com o fungicida em si, que atualmente é um dos produtos mais caros da lavoura”.

Os benefícios das boas práticas na lavoura foram constatados com os resultados obtidos na campanha Plante seu Futuro que, por meio do manejo integrado de pragas da soja, reduziu em 50% o número de aplicações de inseticidas nas últimas cinco safras paranaenses. “O que a gente está percebendo ano a ano é uma redução significativa de aplicações nas nossas áreas de acompanhamento. Os resultados não refletem só na parte financeira, pois vivemos em regiões agrícolas com muitos problemas de fungicidas no ar. Cada aplicação evitada favorece uma cidade inteira, reduzindo o impacto ambiental e melhorando a qualidade de vida das pessoas”, afirma o técnico.

Uma alternativa simples e interessante para os produtores está presente na área do Emater durante o Show Rural 2018: o coletor de esporos, que contribui de maneira eficiente no monitoramento e na prevenção de doenças da soja. “O coletor é o que usamos para perceber quando a ferrugem chega na área. Em seu interior existe uma lâmina que capta a presença do esporo. Essa lâmina é retirada semanalmente e analisada – por meio de um microscópio. O alerta para a necessidade de realizar a aplicação surge a partir da constatação do fungo”, explica Willian, destacando que a redução de aplicações de fungicidas pela metade pode resultar na economia de cerca de 1.500 reais por alqueire plantado.

Conscientização é a palavra-chave para aumentar a eficiência do trabalho na lavoura de forma segura, sustentável e pensada na saúde dos agricultores, por meio de estratégias que promovam a otimização de um sistema de alta produtividade, rentabilidade e que minimize o impacto ambiental. 

Ana Zimermann



Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.