Toledo

03/01/2018

Novas variedades de alface chegam a Assis Chateaubriand

A alface é a hortaliça folhosa de maior importância no Paraná e no Brasil. Cerca de 8.500 famílias paranaenses cultivam comercialmente a alface, em uma área 6.500 hectares. A produção chega a 133 mil toneladas, com predominância da variedade crespa que responde por mais da metade da produção, seguida pela alface americana.

A alface apresenta boa produção durante os meses mais frios do ano, ao passo que no verão, devido às altas temperaturas e dias longos, tem um menor desenvolvimento vegetativo e um rápido pendoamento. Segundo os técnicos, durante a estação mais quente a planta aumenta a produção de látex, o que lhe confere um sabor forte e desagradável. Uma das formas de evitar esse problema é justamente o uso de variedades desenvolvidas para serem tolerantes ao pendoamento precoce.

Para difundir essas novas variedades, o Instituto Emater e a prefeitura de Assis Chateaubriand realizaram uma Manhã de Campo, no último dia 19. A propriedade de Francisco Martins Neto, no ramal  “U”, foi o ponto de encontro dos 60 produtores que participaram da atividade, vindos de outras comunidades do município, de Iracema do Oeste, Tupãssi, Jesuítas, Formosa do Oeste, Xambrê e Altamira do Paraná. Na ocasião foram apresentadas três novas variedades de alface crespa desenvolvidas pela Embrapa e comercializadas pela empresa Agrocinco: a BRS Lélia, BRS Leila e BRS Mediterrânea.  As cultivares foram plantadas em três épocas diferentes e comparadas com as variedades tradicionais.

De acordo com Vanderlei Mariussi, do Instituto Emater de Assis Chateaubriand, com esse trabalho foi possível observar que as novas variedades ainda apresentavam desenvolvimento vegetativo, enquanto as tradicionais já haviam pendoado. Além desse aspecto, o produtor relatou a boa aceitação do produto pelos consumidores. Os agricultores que participaram da Manhã de Campo também conversaram com os técnicos sobre as doenças que ocorrem nos cultivos de alface e conheceram a “cola entomológica”, usada para monitorar e controlar as pragas nos cultivos. O produto, novo na região, é uma tecnologia simples, barata e limpa, uma vez que não possui nenhum produto tóxico.
Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.