Campo Mourão

12/07/2017

Manejo Integrado de Pragas traz economia para sojicultores de Fênix.

O mais importante na produção de grãos não é exatamente o volume da produção em sacas por hectare, mas, sim, a margem liquida que sobra para o produtor no final das contas. Uma grande produção não é certamente lucrativa se por trás houver um investimento muito alto.

Neste sentido, a Emater acompanha na região Centro-Ocidental paranaense mais de 11 mil hectares de lavouras de soja, de 617 produtores, todos eles assistidos por 16 profissionais do Instituto. Nestas propriedades, são orientadas práticas que visam diminuir os custos da atividade e reduzir os impactos ambientais. Ações que integram a campanha Plante seu futuro, executada pelo Governo do Estado com várias outras organizações parceiras, focada no manejo integrado de pragas e doenças e manejo adequado do solo e da água.

Uma das propriedades atendidas é da família Pastore –Dorival, Paulo e Luiz Carlos Pastore– tradicional do município de Fênix, com mais de 50 anos na atividade agrícola. Eles plantaram na última safra 73 hectares com a cultura da soja, toda área acompanhada pela Emater do município que orientou a prática do manejo integrado de pragas e doenças com ótimos resultados.

Em uma conversa recente com os irmãos, eles relataram que a média de aplicação para o controle de insetos era de aproximadamente 3. Luís e Paulo, neste primeiro ano trabalhando com o manejo integrado de pragas, em uma área de 14,52 hectares, reduziram para 1 aplicação, contra 3 aplicações no restante da área não monitorada. O resultado foi uma economia de 1,8 sacas por hectare, trazendo uma economia total de R$1,5 mil. Dorival enfrentou alguns problemas, como o acamamento da lavoura, o que dificultou o controle dos insetos e foi obrigado a efetuar 3 aplicações de inseticida. Mas, ainda assim, economizou 1 aplicação, já que na área que não adotou o MIP ele fez 4 intervenções químicas. Teve uma economia de R$ 650,00 nos 12  hectares feitos com o MIP.

Falando em produtividade, Dorival obteve 78,5 sacas de soja por hectare e Luís Carlos, por se tratar de uma área de várzea, onde antigamente tinha produtividade de aproximadamente 45 sacas por hectare, conseguiu neste ano uma produtividade de 53,7 sacas por hectare, o que nos mostra que o MIP não afeta a produção.

Preservar os inimigos naturais é muito importante para o controle de insetos e o monitoramento é a chave para o sucesso do MIP, dizem os irmãos. Os produtores querem dar continuidade ao monitoramento em suas propriedades, almejando diminuir ainda mais o número de aplicações e aumentar suas receitas líquidas.

As propriedades foram utilizadas como unidades de referencia  para divulgar a tecnologia no município, servindo, inclusive, para a realização de reunião prática com participação de 10 produtores. No evento, foi mostrado como se realiza o manejo e os benefícios para o produtor e para o meio ambiente.

Fonte: Kennedy Junior Zorzanelo Niza
Técnico em Agropecuária –Emater/Fênix
E-mail: fenix@emater.pr.gov.br
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